UM POUCO DE HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO!

Certamente o vocábulo “imigração”para nós brasileiros aqui na América pode ter conotações variadas. Uma delas seria a ação de imigrar. Outra é a atuação do Estado como força de lei a impor normas a este que é um fenômeno universal, a imigração e a emigração. A história antiga e mesmo a Bíblia nos informa sobre as grandes migrações. Imigrar ou emigrar é apenas a ação de sair e entrar em um país.

Vamos abordar estas duas ações em conjunto, mostrando em termos históricos e políticos, embora superficiais, porquanto não temos conhecimento, nem espaço, nem tempo para tal. Mas pesquisando e estudando podemos, parcialmente, mostrar um pouco deste fascinante tema, quando atualmente, um sentimento anti-imigrante que achamos vai ser passageiro, e que paira no ar e na mente de muitos americanos, principalmente aqueles de linha conservadora. E que embebidos na linha adotada pelo presidente Bush, o filho, a chamada “Bush Doctrine”, de que é preferível atacar antes, e fazer pergunta depois.

Esta posição se desorienta frente a uma enorme oposição.
E neste meio termo, nós os imigrantes, sem dúvida, e não é a primeira vez, continuamos a “pagar o pato”.

Não se esqueçam, contudo, que esta nação foi violentamente atacada por “imigrantes”; ou não seria “terrorista”, no famigerado dia 09 de Setembro de 2001, que ficou para a história americana como (9/11).

Deixemos de lado este aspecto intrigante, e vamos navegar nas ondas da história, pois que o saber, não ocupa limites. E foi assim que nos Estados Unidos os primeiros habitantes foram os índios, ou nativos. O vocábulo índio foi usado pela primeira vez, quando do desembarque de Cristovão Colombo, em 1492. Ensina-se que quando os europeus chegaram aqui, a população indígena era entre um (1) a (3) três milhões. Os primeiros europeus a habitar os Estados Unidos, foram os espanhóis, que se fixaram na Costa Oeste, e Sul, por exemplo: Califórnia e Flórida.

Na Costa Leste, onde nos encontramos, foi a Inglaterra o principal colonizador embora aqui aportassem países colonizadores como França, Alemanha, Holanda e até a Suíça. Mas foi a Inglaterra que iniciou o processo político na América, formando inicialmente as 13 colônias culminando com a língua inglesa como dominante. Embora dominante, a língua inglesa não é considerada língua oficial da desta nação, como é o português no Brasil.

Igualmente, não podemos nem devemos esquecer a influência exercida pelos negros que vieram para América, oriundos de países africanos. Esta mistura de povos formou-se os Estados Unidos da América, porém as três raças que mais influenciaram os segmentos políticos desta nação, dentro de uma perspectiva nossa, foram pela ordem de grandeza: ingleses, espanhóis e africanos.

A primeira contagem da população estadunidense se deu em 1790 através do Censo. A população era de quatro milhões de pessoas naquele ano. (abrimos um parêntese para salientar a importância do Censo para a condução da política!)

Numa seqüência ordenada, depois dos ingleses, espanhóis e negros, podemos enumerar os seguintes grupos de imigrantes pela ordem de chegada na América e que são considerados ou chamados de “New Immigrants” (literalmente: novos imigrantes). São os alemães, Irlandeses, Italianos, países do bloco comunista, e países da Ásia, como os japoneses, chineses.

Isoladamente, não se pode deixar de mencionar os mexicanos, que como habitantes fronteiriços com este país estão enquadrados também dentro deste contexto.
Isoladamente, não se pode deixar de mencionar também, os cubanos, imigrados para este país durante a revolução liderada por Fidel Castro.

E, não podemos esquecer também os Porto-Riquenhos que chegaram a este país já como cidadãos americanos e não como imigrantes. Este país passou a ser uma possessão americana em 1898, quando da guerra entre este país e o México. Mas somente em 1917, os porto-riquenhos ganharam o direito à cidadania americana.

E, “nos finalmentes” (expressão tirada do personagem Odorico Paraguaçu de uma novela da Globo, cujo nome nos falha a memória. Seria “Irmãos Coragem”?).

Leitores sintam-se livres para nos ajudar enviando o seu conhecimento para o nosso e-mail acima), nós, os brasileiros que se auto-denominaram “brasucas” ou “brazucas”.

As duas formas são aceitas, e não são consideradas pejorativas, segundo o professor de língua e gramática portuguesa, Ilvece Cunha, que além de excelente professor, e com o qual aprendemos um pouco da bela língua de Camões, foi vereador na cidade de Governador Valadares (MG).

A cidade que mais “brasucas” tem enviado para este país e que inclusive ganhou o epíteto de “Valadólares”.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *