ESTAMOS PARALELAMENTE ESCREVENDO SOBRE A NOSSA HISTÓRIA IMIGRATÓRIA E A AMERICANA…

Com dados conseguidos através de pesquisas, livros, brochuras, jornais e revistas e o que necessários for para uma amplitude maior de dados e informações. Aliado a isto contamos com o apoio de profissionais da área como por exemplo a socióloga Claudia Tamsky.
Também contamos com a experiência dos que por aqui se aportaram, quando ainda a comunidade, não era comunidade, mas apenas um agrupamento de pessoas.

Quaisquer pessoas, profissionais, ou mesmo curiosos sabedores de nossa formação histórica e que queira se voluntariar, deve enviar sua contribuição para o e-mail: op@braziliantimes.com

Na edição passada a questão levantada foi: Quais os primeiros “brasucas” que chegaram aqui nos Estados Unidos, neste particular em Massachusetts? Um nome foi citado, mas temos outros para inserir nesta lista inicial. E estamos no aguardo de novos nomes. Em três edições por semana, espaço não vai faltar.

Vai daí que, como não estamos com a forca no pescoço, e enquanto esperamos a nossa “reforma imigratória” que acreditamos deva sair até o ano que vem, vamos passando nossa história para a posteridade.

Vamos abrir um pequeno parêntese para dizer que a “reforma imigratória” deve acontecer, e isto não tem dúvida. E vai acontecer sem a interferência da “dupla”, pois, sabe-se que tal “dupla” se satisfaz entre si. E nesta políticado “só prá si, e para o nosso reino nada” um cheiro ruim paira no ar e não fica bom para o paladar da maioria. Por causa disso, e por isso mesmo, vamos preferir somente saborear o “colombiano”! O melhor café do mundo!

Pois é, todos os comentários são bem-vindos! E voltando à nossa história, colocamos em pauta mais uma pergunta:
Quais os primeiros negócios/empresas brasileiras aqui na América?

Oficialmente sabe-se, e nem poderia ser outro, um lugar para se alimentar, fora de casa, a princípio é o que todos procuram. Por exemplo, um restaurante brasileiro! E em torno dele, além de se reunirem, para degustar um tempero abrasileirado, os brasileiros, em volta, nas periferias, se socializavam. O nome do restaurante? Buteco. Situado em Boston, nas mediações da “Kenmore Square”, de propriedade do conhecido brasileiro e detetive da políciade Boston Joaquim Adão.

Ali, no início da década de 80, era o que chama hoje, na gíria da galera jovem: “o point”. Lá, os brasileiros iam não só em busca de comida, mas para uma descontração, e alívio do que se impera quando se está longe da pátria: solidão seguida de saudade. Somente o nome “buteco” servia de alivio e espiritualmente iria alimentar a alma vazia dos “brasucas”. E uma vez lá, em duplo sentido, alimentávamos de corpo e alma. E conhecer os recém chegados, se socializar, encontrar a parceira ou o parceiro, no “Buteco” associou-se. E mostrou um dos lugares, senão o mais importante do início da década de 80. E assim se firmou e continuou até o aparecimento de outra empresa brasileira. E qual seria ela? A de remessas ou o envio de dinheiro?

Antes toda a grana era enviada pelo correio, através de “money orders”. Houve muitos casos de dinheiro enviado em “cash”. O método era: enrolava-se o dólar em papel de alumínio. A idéia pareceu funcionar por certo tempo, mas como sempre apareceu um “espertinho” (não confundir com o “espertinho” do número do telefone que é outra parte de nossa história) e acabou com a brincadeira. E o escândalo acabou na demissão de alguns funcionários do Correio noBrasil. O tema foi inclusive publicado aqui neste veículo. Outro método era quando um brasileiro (conhecido é claro!) voltava para o Brasil. Aí os pedidos se abundavam: leva $100 para minha avó; 50 para minha prima; 200 para minha esposa; 300 para minha sogra pagar as contas que deixei; 200 para pagar a prestação da passagem; entre outras coisas. No final, a pessoa saia daqui levando de 20 a 30 mil dólares de terceiros, fora o seu. Um drama! Até que um dia se ficou sabendo que um dito “brasuca” nunca chegou ao Brasil. Aliás, o cara chegou, mas o dinheiro? Desapareceu no ar.

O espírito empreendedor do brasileiro se exaltou e vendo uma oportunidade neste tipo de negócio, a primeira empresa de remessas fluiu.
Qual a primeira empresa de remessas na região?

Nota:
Uma indagação: Burro sabe ler? A resposta é não.
Burro sabe ouvir? A resposta é sim.

Então: Leia. Ler é cultura. Ler é saber.

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